Como anda sua memória, povo? De acordo com estudo científicos, sua resposta só é honesta se você disser: mal, bem mal hahahahaha.
O ser humano aprende, preferencialmente, pela repetição. A criança repete o que os pais falam, o que os pais fazem, as músicas e os gestos.
Mas na hora do estudo, a repetição para decorar o material didático não é a melhor fórmula. Decoreba funciona? Sim! Muitos alunos passam de ano decorando. É a melhor estratégia? Não! Perde-se tempo e confiança no processo. E tempo é ouro para qualquer concurseiro.
O problema é que o estudante quer absorver todo o conteúdo numa leitura só. A leitura de um texto implica em uma segunda leitura. Essa releitura é que faz o aluno fixar o aprendizado, ainda assim essa não é a melhor técnica. O erro mais comum é a falta de paciência.
Um estudo divulgado pelo jornal da Associação pela Ciência Psicológica aferiu técnicas mais comuns de estudo para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.
A ciência e sua mania em desaprovar boa parte das minhas técnicas de estudo, muito baseado em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais.
Lembre-se de que o ranking reflete os resultados da pesquisa, porém cada pessoa tem suas próprias técnicas de estudo e nada está escrito em pedra, não há verdades absolutas.
Basta de enrolação, vamos eliminar de uma vez por todas o branco da memória da sua lista de pesadelos agora. Cata só as dicas, verdade e (in)verdades sobre essas técnicas:
► GRIFAR
Menor utilidade entre as técnicas de estudo. Prepara-se para dar um descanso ao seu grifador amarelo (azul, rosa, verde). O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço. Ela pode até ajudar quando os alunos têm o conhecimento necessário para destacar as informações de forma eficaz e auxiliá-lo a encontrar posteriormente esses dados.
Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma (pouca) utilidade quando combinada com outras técnicas.
► RELEITURA
Utilidade baixa. Revisar é útil e necessário, mas não é o melhor método. Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. Estudos, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, ou fazer revisões periódicas a cada semana. Porém, para quem tem pouco tempo, esse é um péssimo método. Imagine ler 10 páginas 10 vezes antes de passar para o próximo conteúdo, no fim você irá decorar o tópico de forma superficial correndo o risco de ser pego desprevenido por um branco NA HORA DA PROVA. Sim, a leitura ainda é um bom exercício para estimular a memória de um indivíduo. Supera a prática de outras atividades, como xadrez e palavras-cruzadas, entretanto não basta simplesmente ler e decorar. É preciso refletir sobre o que está sendo lido. Por isso, de nada vale sair decorando fórmulas ou macetes para resolver questões. É preciso, primeiro, compreender a lógica por trás de cada ação. Segundo especialistas, se o aluno estiver desatento ou distraído, não conseguirá fixar bem as informações desejadas. Uma das maiores aliadas da memória é a atenção. Sem prestar atenção, ninguém memoriza nada.
► MÉTODO MNEMÔNICO
Utilidade baixa. A técnica dos mnemônicos é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização; fácil de ser lembrado; de fácil memorização.
Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como SoCiDiVaPlu para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).
Pesquisas mostraram que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar. Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.
► VISUALIZAÇÃO
Utilidade baixa. Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação a memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva. Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho a conexão de ideias e conceitos. De qualquer maneira, o resultado do estudo é que a visualização não é uma técnica efetiva para provas que exijam conhecimentos inferidos de textos.
► RESUMOS
Utilidade baixa: O ideal é o aluno prestar atenção, fazer a confirmação e, depois de explicar o conteúdo para si mesmo.
O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas.
Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos. O método pode ser uma estratégia efetiva para estudantes que já são hábeis em produzir resumos.
► FAZER PERGUNTAS PARA SI MESMO
Utilidade moderada. A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros. O estudante deve concentrar-se em perguntas do tipo por quê? Em vez de o quê?
Em vez de decorar um mnemônico como SoCiDiVaPlu, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República?
Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.
Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.
► EXPLICAR PARA SI MESMO
Utilidade moderada. A auto explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo;
O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.
► TESTE PRÁTICO - SIMULADOS
Utilidade alta. O aluno deve abusar de simulados, pule de ponta neles. Testes ajudam a criar memória de longa duração. Quando o aluno faz e refaz exercícios, cria memória de longo prazo. Isso inibe a insegurança na hora de uma prova.
Para os candidatos que procuram obter a aprovação em um concurso público é necessário incluir em sua rotina de estudos uma das mais importantes ferramentas para testar o conhecimento: a resolução de questões. A prática desses exercícios faz com que o concurseiro adquira familiaridade com as provas e traz segurança no dia da avaliação, além da probabilidade de encontrar questões semelhantes a questões resolvidas anteriormente. É importante entender que o objetivo para o concurso não é somente compreender o conteúdo, mas sim resolver questões de forma correta. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.
No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando.
Faça as questões uma a uma e confira o gabarito IMEDIATAMENTE. Caso tenha alguma dúvida, procure saná-la de pronto. Evite fazer um bloco inteiro para somente depois conferir. Você acaba sem sanar todas as suas dúvidas e perdendo informações valiosas.
Faça as questões uma a uma e confira o gabarito IMEDIATAMENTE. Caso tenha alguma dúvida, procure saná-la de pronto. Evite fazer um bloco inteiro para somente depois conferir. Você acaba sem sanar todas as suas dúvidas e perdendo informações valiosas.
► PRÁTICA DISTRIBUTIVA
Utilidade alta. A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia. Essa técnica consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só (na véspera da prova). se você quer lembrar algo por cinco anos, você deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.


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