Prova Oral da Magistratura: Impressões


Saudações facção jurídica!

    Sempre sou questionado sobre a prova oral do concurso para magistratura, então resolvi deixar minhas impressões.

     Antes de mais nada, para quem não sabe, os concursos para ingresso na magistratura são compostos por cinco etapas: prova objetiva, duas provas escritas (uma discursiva e outra prática de sentenças cível e criminal), prova oral, uma etapa constituída de sindicância de vida pregressa e funcional do candidato, exame de sanidade física e mental e exame psicotécnico e, por fim, uma prova de títulos (classificatória).
      De todas as etapas, a mais temida para a maioria dos concurseiros é a famigerada prova oral. Nessa etapa, você está diante de uma banca de examinadores e é sabatinado sobre determinado tópico previamente sorteado.
     Além das perguntas para estabelecer o grau de conhecimento sobre o tema sorteado, o emocional do candidato é literalmente colocado em teste. Alguns examinadores sabem muito bem como encontrar o calcanhar de Aquiles do examinando, e tentarão te desconcentrar, sugerir que sua resposta está errada, ou aflorar todo o nervosismo que é natural dessa etapa. Não fosse o bastante, também temos que enfrentar os nossos próprios medos e inseguranças postos à prova.
     Considero que há sim uma técnica de exame oral. Ela começa pelo treino da postura, que deve ser respeitosa, circunspecta, mas, sobretudo, humilde.
      Entre uma resposta completamente certa feita por um candidato arrogante (ou que se mostra, por sua postura, como tal) e outra, não tão acurada, dita por um candidato bem postado, humilde e respeitoso, a banca preferirá certamente a última.
     A comissão examinadora se assemelha, em boa parte, ao setor de recursos humanos de uma grande empresa que procura pessoas vocacionadas e dispostas a “vestir a camisa” da companhia durante a entrevista de emprego.
   Essas qualidades podem ser mostradas pelo candidato durante o questionamento inicial, quando, por exemplo, ele revela conhecimento profundo sobre os órgãos que compõem a instituição almejada ou, posteriormente, durante a entrevista reservada, quando mostra que sabe detalhes sobre a função desejada.

Assista ao vídeo e viva o momento!


Avante!
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About Diógenes Prado

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